segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alemanha vence a Argentina na prorrogação, em partida equilibrada, e conquista o Tetracampeonato Mundial


Uma grande partida, mais equilibrada do que muitos pensavam. De um lado, a Alemanha, com seu grande time fruto de anos de trabalho e que goleou o Brasil, do outro, a Argentina, que vinha passando mais na garra do que na técnica, com um fora de série, e que contava com um dos melhores jogadores do Mundo, Lionel Messi. Porém, na noite deste Domingo, a constelação alemã brilhou mais, e com um gol na prorrogação, feito por Götze, que havia saído do banco, a Alemanha conquistou seu Tetracampeonato Mundial após 24 (assim como Brasil, tri em 1970 e tetra em 1994 e Itália, tri em 1982 e tetra em 2006).

O jogo foi equilibrado, e a Argentina jogou como o Brasil deveria jogar. No post de prévia, disse que a Alemanha, contra Seleções grandes, jogou muito bem, enquanto contra Seleções de menor porte, passou considerável sufoco, inclusive empatando dois jogos (2x2 contra Gana e 0x0, 2x1 na prorrogação, contra a Argélia). E foi como Seleção pequena que a Argentina jogou, marcando a partir do meio de campo, apostando no contra-ataque, diminuindo os espaços impedindo que a Seleção Alemã tivesse liberdade de criar no ataque, o resultado disso foi a falta de jogadas de grande perigo da Alemanha, pelo contrário, foi a Argentina que assustou mais no início do jogo, tendo até um gol bem anulado de Higuaín, que estava impedido. Com a entrada de Schürrle (no lugar de Kramer que saiu após pancada na cabeça) a Argentina ganhou mais espaço, porém a Alemanha também se tornou mais perigosa, e no fim do Primeiro tempo mandou uma bola na trave com Höwedes após escanteio.


Na segunda etapa, a Alemanha teve maior controle, devido também ao desgaste físico da Argentina, que vinha de prorrogação e pênaltis contra a Holanda, enquanto a Alemanha vinha da vitória tranquila de 7x1 sobre o Brasil. Com lances mais incisivos, a Alemanha chegava com mais perigo, porém mesmo assim a defesa da Argentina, muito criticada antes da Copa, se manteve firme na proposta e não se abalou, e nos desarmes, proporcionou contra-ataque perigosos para sua Seleção. Aí devemos destacar o zagueiro Boateng, que fez cortes cirúrgicos e impediu contra-ataque fatais onde a Argentina sairia dois contra dois, ou algo parecido, tendo grandes chances de marcar. Terminado o jogo, a partida foi para a prorrogação.


Mais 30 minutos, de emoção, e novamente uma Alemanha mais perigosa. Porém, assim como foi no jogo, a Argentina apostava nos contra-ataque e chegava com muito perigo, e teve uma chance claríssima com Palacios. Neuer, mostrou neste jogo e nesta Copa, que goleiro não fica só debaixo das traves, e jogando como líbero, foi fundamental na engrenagem Alemã. Até que na segunda etapa, Götze, que substitui o recordista Klose, fez sua estrela brilhar e num gol parecido com o de Iniesta em 2010, só que do lado ao contrário, após receber passe de Schürlle, que também começou no banco, marcou o gol, não só da vitória, mas do título da Alemanha. Saiu do banco, e entrou para a história do Futebol Alemão.

Nas premiações individuais, Neuer levou a luva de ouro, ganhando de fortes concorrentes, como Ochoa, do México, e Navas da Costa Rica. A Bola de Ouro ficou com Messi, que fez bom jogo, criando jogadas perigosas com seus passes, porém não o suficiente para superar a zaga Alemã que foi boa, não excelente, apresentando falhas. A Bola de Prata ficou Müller e a de Bronze com Robben, na minha opinião, o holandês é que merecia a Bola de Ouro. James Rodríguez foi o artilheiro e ganhou a chuteira de Ouro, Müller a de prata e Neymar a de bronze, pelos 4 gols e menos partidas jogadas como critério de desempate.


Assim termina a Copa de 2014, com uma Alemanha gigante e tetracampeã (superando nesta Copa o Brasil em vários critérios), com uma Argentina guerreira que lutou até o final, e o Brasil, mostrando claros sinais de decadência e de uma necessária reformulação, mesmo com o quarto lugar. Além claro, vale destacar outros aspectos como a evolução do Futebol Sul-Americano e da surpresa Costa Rica. Enfim a Copa do Mundo no Brasil 2014, a Copa das Copas (como é o slogan) terminou. Agora que venha Rússia 2018!

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Por Patryck Leal
Texto de: FC Gols

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