quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Retrospectiva 2013: Derrota de Anderson Silva e títulos inesquecíveis marcam o ano do esporte


A Retrospectiva 2013 prossegue e hoje é dia do ano esportivo. 2013 foi excelente para o esporte brasileiro com conquistas inéditas e inesquecíveis no início do ciclo olímpico, sendo uma das mais marcantes a do handebol feminino. Outro destaque do ano é para a derrota surpreendente de Anderson Silva.


MMA: A queda de um mito marca o ano:


Anderson Silva entrou confiante, mas o que ninguém esperava era ser nocauteado por um lutador desconhecido. O que ocorreu na verdade foi a queda diante de uma zebra. Ele provocou, provocou que acabou levando a pior e assim o americano Chris Weidman se tornou o homem que venceu Spider. com um golpe certeiro no queixo de Spider o lutador americano acabou com sete anos de invencibilidade do ex-campeão. Foi sem dúvida nenhuma o grande momento no MMA em 2013.

O Brasil termina o ano com José Aldo e Renan Barão campeões. Já Júnior Cigano dos Santos foi novamente derrotado por Cain Velasquez e perdeu a chance de recuperar o cinturão dos pesados.

Dentre as lutas mais empolgantes do ano a vitória épica de Jon Jones por pontos depois de ser massacrado por Alexander Gustaffson e para o empate incrível de Antonio Pezão com Mark Hunt, na definição do presidente do UFC Dana White como a melhor luta dos pesados de todos os tempos, só que o brasileiro foi pego no antidoping e por isso ele foi suspenso.

Natação: Cielo retorna em grande estilo e Poliana Okimoto domina o mar aberto:


Depois da frustração em Londres quando conquistou a medalha de bronze nos 50 m, Cesar Cielo voltou com tudo depois da cirurgia que o afastou por alguns meses e iniciou o seu retorno triunfante conquistando duas medalhas de ouro no Mundial de Esportes Aquáticos em Barcelona com o tricampeonato dos 50 m livre e o bicampeonato dos 50 m borboleta. Outro nome que brilhou este ano foi Poliana Okimoto. Ela se tornou o grande nome do pais na maratona aquática.


No Mundial de Barcelona foram 3 medalhas: ouro nos 10 km, prata nos 5 km e bronze nos 5 km por equipe além de bater o recorde sul americano dos 1500 m livre. Tanta premiação rendeu a ela o Prêmio Brasil Olímpico como melhor atleta do ano. No Mundial de Barcelona o Brasil obteve seu melhor desempenho na história com dez medalhas e o sétimo lugar no geral.

Bolt segue imbatível:


Usain Bolt se mantém impossível e em 2013 continuou fazendo a alegria dos fãs com irreverência e títulos. No Mundial de Moscou ele abocanhou três medalhas de ouro nas provas dos 100, 200 m e revezamento 4 x 100. Ele esteve em março no Brasil para um desafio na Praia de Copacabana onde brilhou mais uma vez e venceu.

Se Bolt faz bonito, o atletismo do Brasil anda pra trás. O país não trouxe medalha no mundial e nossa grande chance foi no revezamento 4 x 100 m feminino quando o Brasil vinha bem, mas um erro na passagem do bastão desclassificou as brasileiras.

Vexame abre crise no basquete em ano que Oscar entra no Hall da Fama:


Quando parecia que o basquete retomaria o caminho do sucesso veio um duro golpe nas pretensões do esporte voltar a crescer. Sem os jogadores da NBA que ou recusaram ou se machucaram o basquete brasileiro deu vexame e foi eliminado da Copa América de basquete na primeira fase com quatro derrotas em quatro jogos. A derrota para a inexpressiva seleção da Jamaica fez com que o Brasil ficasse fora do Mundial da modalidade.


O vexame abriu uma grande crise em que jogadores, ex- jogadores e o técnico Rubén Magnano batessem boca. Para ir ao Mundial o país espera receber um dos quatro convites da FIBA para ir jogar a competição. Ao mesmo tempo Oscar Schmidt fazia história ao entrar no Hall da Fama, que o coloca entre os melhores jogadores de basquete de todos os tempos num ano em que descobriu que está com câncer no cérebro.

No NBB a hegemonia do Brasília foi interrompida pelo São José que foi à final, mas foi derrotado pelo Flamengo que voltou a ganhar o NBB depois de quatro anos e na NBA o Miami Heat de LeBron James conquistou o troféu pela segunda vez seguida.

Ano de renovação no vôlei:


O vôlei brasileiro seguiu sua fase de renovação e voltou a ganhar títulos. No feminino, ganhamos o Grand Prix pela nona vez na história ao vencer a China. Já a seleção masculina conquistou o quarto título da Copa dos Campeões Mundiais e foi vice campeã da Liga Mundial que foi conquistada pela Rússia.

Tênis: A volta triunfante de Rafael Nadal:


O ano do tênis foi dominado pelo espanhol Rafael Nadal que voltou com tudo depois da lesão que o tirou do restante da temporada. Ausente do primeiro Grand Slam do ano na Austrália ele voltou ao vencer o ATP de São Paulo. Depois de vencer os torneios de Acapulco e Indian Wells foi absoluto na temporada no piso de saibro com quatro títulos. Em Roland Garros chegou a seu oitavo título no torneio francês se estabelecendo como o primeiro tenista a vencer oito vezes o torneio na era aberta.

Depois de ser eliminado em Wimbledon na primeira rodada voltou a vencer em Cincinnati e Montreal, dois torneios de quadra dura para chegar ao segundo Grand Slam do ano ao vencer o US Open pela segunda vez. No fim do ano perde o ATP Finals para o sérvio Novak Djokovic que ganhou o Aberto da Austrália e em Wimbledon Andy Murray quebrou o jejum de 77 anos sem que um britânico ganhasse o torneio na grama sagrada.


Se em simples o tênis brasileiro vai mal, nas duplas 2013 foi excelente para os duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo. Bruno ao lado do austríaco Alexander Peya começou o ano vencendo o ATP de Auckland, na sequência o ATP 500 de Barcelona e chegou à semifinal em Roland Garros. Em Wimbledon chegou à final das duplas mistas juntamente da americana Lisa Raymond. No US Open chegou à final contra Leander Paes e Radek Stepanek mas com a contusão de Peya acabou sendo derrotado.


Já Marcelo Melo em dupla com o croata Ivan Dodig conquistou o título do Masters 1000 de Xangai. Assim os dois duplistas brasileiros chegaram ao ATP Finals de Londres, mas ficaram nas semifinais. Melo e Dodig caíram diante dos espanhóis Verdasco e Marreiro e Bruno e Peya caíram diante da melhor dupla do mundo na atualidade formada pelos irmãos Bryan.

Um ano repleto de campeões:


O esporte brasileiro começou muito bem o ciclo olímpico conquistando títulos mundiais em vários esportes. Na vela o Brasil tem dois campeões: um deles é considerado o maior velejador de todos os tempos. Robert Scheidt que ganhou seu décimo título mundial na classe Laser e o outro título veio com Jorge Zarif, campeão mundial na classe Finn.


No judô o Brasil descobriu uma guerreira que não leva desaforo pra casa. Vinda da Cidade de Deus e treinada pelo ex- judoca Flávio Canto, Rafaela Silva se tornou a primeira mulher a ser campeã mundial de judô na história. Depois de ficar com a medalha de prata em Paris e ser desclassificada por dar um golpe ilegal nas Olimpíadas de Londres, a judoca deu a volta por cima e em 28 de agosto venceu na final a americana Marta Malloy com um ippon em menos de um minuto de luta vencendo a categoria até 57 kg. O Brasil ainda teve mais duas medalhas: prata com Érika Miranda e bronze com a campeã olímpica Sarah Menezes.


E Arthur Zanetti obteve este ano mais um grande resultado na carreira. Depois de ser campeão olímpico em Londres, ele foi campeão mundial nas argolas mais uma vez. O campeonato foi realizado em Antuérpia e com uma apresentação perfeita ele levou o título se consagrando como o maior ginasta brasileiro em todos os tempos, e olha que ele quase foi embora do país, tudo por que ele treinava em equipamentos precários, mas depois que fez um apelo em rede nacional os novos equipamentos chegaram e ele continuou treinando, aliás ele não perdeu nenhuma prova este ano.

Olimpíada de 2020 será no Japão:


No dia 7 de setembro foi escolhida a cidade sede das Olimpíadas de 2020 e a vencedora foi a cidade de Tóquio que voltará a sediar uma edição de Jogos Olímpicos. A primeira vez foi em 1964. Mesmo sob a ameaça nuclear a cidade japonesa garantiu que isso não vai atrapalhar a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

FATO DO ANO: Ouro histórico e inédito pro handebol feminino:


O dia 22 de dezembro de 2013 entra pra história do esporte brasileiro como o dia em que o Brasil trocou os pés pelas mãos. Com uma seleção desacreditada, as meninas do handebol brasileiro escreveram na Sérvia uma das páginas mais bonitas da história do esporte brasileiro.

Depois de tanta dedicação, luta e comprometimento, a seleção de handebol conquistou seu primeiro título mundial calando mais de 20 mil pessoas que lotaram o ginásio para torcerem pela seleção dona da casa, mas encontraram pela frente um time determinado e frio. Alexandra, a melhor jogadora do mundo, Ana Paula, Duda, Babi e cia superaram a pressão e derrubaram a Sérvia por 22 x 20 e conquistam o melhor resultado da história do esporte.

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Por Kléber Nunes
Texto de: Blog de Knunes

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