Retrospectiva 2013: Seleção recupera o respeito do torcedor, mas FIFA se assusta com os protestos em ano de atraso nas obras dos estádios


O ano que antecede a Copa foi marcado pela Copa das Confederações e os protestos que tomaram conta do país, ao mesmo tempo a seleção brasileira resgatou a confiança do torcedor. Os estádios seguem sendo construídos, mas nem todos agradaram, enfim, seguimos preparando para fazermos bonito.

O país protesta e a FIFA se assusta:


Nem mesmo a FIFA esperava ver tamanhos protestos em plena Copa das Confederações. Os mainfestantes exigiam serviços como transporte, saúde e educação com Padrão FIFA, pois reclamaram dos exagerados gastos para a Copa. Assim foi nas seis sedes da Copa das Confederações. Brasília foi a primeira a sentir isso, logo na véspera. No dia do jogo entre Brasil e Japão o público vaiou tanto o presidente da FIFA Joseph Blatter como a presidenta Dilma Rousseff.

À medida que os protestos avançaram, a FIFA se sentiu acuada e chegou a ameaçar cancelar o torneio devido à onda de protestos, mas foi até o final. Antes da decisão entre Brasil e Espanha a cerimônia de encerramento foi marcada por mais um ato de protesto. Dois manifestantes fantasiados de figurantes tentaram mostrar uma faixa de protesto pedindo a anulação da privatização do Maracanã.

Erros e acertos da Copa das Confederações:
  • Erros: Confusão com ingressos, pois alguns receberam bilhetes diferentes dos jogos pedidos e outros foram colocados em lugares diferentes ao que não correspondiam ao setor designado.
  • Problemas com mobilidade urbana: Muitos problemas de transporte, principalmente na Arena Pernambuco.
  • Lanchonetes: O torcedor que foi aos estádios reclamou com os altos preços dos lanches cobrados durante a competição. Só pra se ter uma ideia um cachorro quente era vendido à R$ 6 e um copo de refrigerante custava R$ 8.
  • Acertos: Novas arenas, mais conforto e modernidade
  • A mobilização da torcida: Nos jogos da seleção o torcedor provou seu amor à seleção e ao país. Mesmo com o protocolo da FIFA cantou o hino nacional á capela e isso foi determinante para o resgate da seleção.

A ressurreição da seleção:


A seleção brasileira termina o ano com saldo bastante positivo. Em 19 jogos, 13 vitórias, 4 empates e 2 derrotas, mas o começo do ano não foi fácil. Luiz Felipe Scolari reestreou no comando da seleção com derrota para a Inglaterra em Wembley, seguida de dois empates contra Itália e Rússia. A primeira vitória veio em cima da fraca Bolívia, logo depois o time fez seu primeiro jogo em casa, mas empatou com o Chile por 2 x 2. Naquela ocasião dizia aqui que o Brasil não tinha time. Mas chegou junho e o time começou a se transformar, foi quando Felipão achou um modelo tático e o time enfim engrenou. Primeiro empatou com os ingleses na reinauguração do Maracanã por 2 x 2 e na semana seguinte vitória de 3 x 0 em cima da França na Arena Grêmio.

O começo da arrancada ao título da Copa das Confederações:


No dia 15 de junho o estádio Mané Garrincha em Brasília foi palco da arrancada inicial rumo ao título com uma vitória convincente sobre o Japão por 3 x 0. Neymar abriu o placar com um chutaço indefensável no canto direito do goleiro japonês. Paulinho e Jô fecharam o placar. O segundo jogo foi contra o México em Fortaleza na Arena Castelão. O time interagiu tão bem que construiu uma grande vitória com gols de Neymar e Jô. O último jogo foi contra a Itália na Arena Fonte Nova e Fred começava a aparecer marcando dois gols na grande vitória por 4 x 2. Neymar e Dante fizeram os outros dois gols.


Na semifinal um velho conhecido, o Uruguai. De novo os fantasmas de 50 voltaram a atormentar, mas a seleção se agigantou. Logo no começo da partida os uruguaios tiveram um pênalti, mas Júlio César pegou a cobrança de Forlán. Fred abriu o placar com um gol sem jeito, mas que entrou. O Uruguai empatou com Cavani pegando a sobra depois de falha da zaga, mas no fim o Brasil chegou à vitória com Paulinho marcando de cabeça. A seleção chegava à final superando o descrédito da torcida.

A seleção que foi sinônimo de simpatia:


Campeã da Oceania a seleção do Taiti conquistou o público brasileiro com um time em que apenas um jogava futebol profissionalmente. Estreante na competição a seleção taitiana deixou a competição como o saco de pancadas do torneio. Três partidas e 24 gols sofridos, mas por outro lado o time fez história ao marcar um gol, contra a Nigéria quando Jonathan Tehau fez o gol. Por outro lado o time levou a maior goleada da história ao perder de 10 x 0 pra Espanha no Maracanã.

A final mais esperada e o título pra impor moral:


30 de junho de 2013. Maracanã lotado com mais de 80 mil nas arquibancadas. O duelo entre a seleção anfitriã e a seleção da moda. Brasil e Espanha entraram em campo pro duelo mais esperado da competição. Logo com menos de dois minutos o Brasil chegou ao primeiro gol. No cruzamento da direita, Fred, mesmo caído chutou e marcou o primeiro gol. Os espanhóis sentiram e tentaram chegar ao empate e na melhor chance David Luiz tirou em cima da linha. No fim do primeiro tempo o Brasil chegou ao segundo gol em tabelinha entre Oscar e Neymar. O camisa 10 chutou forte sem chance de defesa pra Casillas.

Logo no começo do segundo tempo em tabela envolvente o Brasil chega ao terceiro gol com Fred. A torcida fez a festa e a Espanha perdida em campo teve um pênalti, mas Sergio Ramos chutou pra fora e pra piorar Piqué foi expulso deixando o time com dez em campo. Depois foi só comemorar e festejar. O capitão Thiago Silva ergueu a taça aos gritos de O Campeão voltou! Iniesta ficou com a Bola de Ouro, Neymar foi eleito Bola de Prata e Paulinho ficou com a Bola de Bronze.

Depois da Copa das Confederações o Brasil jogou com a Suíça (0 x 1), Austrália (6 x 0), Portugal (3 x 1), Coreia do Sul (2 x 0), Zãmbia (2 x 0), Honduras (5 x 0) e Chile (2 x 1). O time termina o ano na oitava colocação no Ranking da FIFA.

Como foram as eliminatórias em todo o mundo:

2013 foi o ano em que ficamos conhecendo os 31 países que vão jogar a Copa. O primeiro país a garantir sua classificação em campo foi o Japão. O continente asiático teve como classificados Irã, Austrália e Coreia do Sul. No continente africano as cinco vagas foram definidas nos mata matas e se classificaram as seleções de Camarões, Nigéria, Argélia, Gana e Costa do Marfm. Na CONCACAF Estados Unidos, Costa Rica e Honduras se classificaram. Na Europa se classificaram Itália, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Rússia, Espanha e a estreante Bósnia Herzegovina. Na América do Sul se classificaram Argentina, Colômbia, Chile e Equador.


As vagas restantes foram definidas nas repescagens. As seleções do México e Uruguai passaram tranquilos pela repescagem eliminando Nova Zelândia e Jordânia. Na Europa oito seleções disputaram quatro vagas. A Croácia passou pela Islândia assim como a Grécia que eliminou a Romênia. A França teve de suar pra virar o resultado diante da Ucrânia com uma vitória de 3 x 0 no Stade de France e no duelo entre Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo, o portuga do Real Madrid levou a melhor marcando quatro gols nos dois confrontos. Assim foram conhecidos os países que disputarão a Copa

Sorteio define grupos: Brasil tem primeira fase tranquila e três campeões no grupo da morte:


No dia 6 de dezembro na Costa do Sauípe foram definidos os destinos das 32 seleções na Copa do Mundo. E o destino reservou muitas surpresas. O Grupo D acabou sendo o Grupo da Morte e nele estarão três campeões mundiais: Uruguai, Itália e Inglaterra. O Brasil ficou no grupo A e terá como adversários Croácia, México e Camarões. A estreia do Brasil será no dia 12 de junho contra a seleção croata na Arena Corinthians em São Paulo, no dia 17 é a vez do México no Castelão, mesmo local do confronto da Copa das Confederações e no dia 23 é a vez de enfrentarmos Camarões no Estádio Mané Garrincha. Caso o Brasil passe em primeiro pegaremos o segundo colocado do Grupo B, ou seja, quem ficar em segundo caso seja Espanha ou Holanda.


No sorteio dos grupos, a apresentadora Fernanda Lima chamou a atenção do mundo ao não cometer nenhuma gafe e com um vestido decotado ela se tornou a musa da Copa, bem mesmo antes de começar o evento.


A bola da Copa será a Brazuca da Adidas que terá a difícil missão de substituir a Jabulani, da Copa anterior na África do Sul. Desde a Copa de 1970 a Adidas é a fornecedora oficial das bolas usadas nos mundiais da FIFA.

Estádios são construídos, mas problemas seguem:


Em 2013 as arenas da Copa foram construídas, mas nem todas elas terminarão dentro do prazo estipulado pela FIFA: 31 de dezembro. Na maioria das obras teve atrasos, escândalos e também tragédias. No dia 27 de novembro a Arena Corinthians foi palco de uma delas. Durante o içamento de uma peça, o guindaste acabou caindo e dois operários morreram. O acidente fez com que a obra sofresse atraso de três meses e o Itaquerão poderá ser entregue até o dia 15 de abril, já na Arena da Amazônia em Manaus três operários morreram: um em março e dois em dezembro. Nos demais estádios as obras ficaram paralisadas por greves ou escãndalo de superfaturamento, caso da Arena Pantanal que viu as cadeiras sofrerem superfaturamento. No Maracanã o gasto foi de mais de R$ 860 milhões e as obras duraram dois anos e meio.

Novo Mané Garrincha: Estádio mais caro e cheio de problemas:


Novo cartão postal da capital federal o Mané Garrincha foi reinaugurado em 18 de maio na partida da final do Candangão entre Brasília e Brasiliense, quando a data oficial da reinauguração deveria ser em dezembro de 2012. O estádio tem o orçamento mais elevado entre as 12 arenas da Copa. O gasto foi estimado em R$ 1,8 bilhão segundo o TCU, três vezes mais que o estimado antes da construção. Mesmo com o orçamento mais caro o estádio candango recebeu este ano várias partidas do campeonato brasileiro, jogos do Torneio Internacional de futebol feminino e a abertura da Copa das Confederações entre Brasil e Japão além do amistoso entre Brasil e Austrália.

O estádio apresentou durante o ano sérios problemas com banheiros, bares, lanchonete e estrutura, pois no último domingo goteiras pingaram na arquibancada inferior, outro problema foi o gramado que veio de Neópolis, mas que foi desgastado ao longo do ano. A briga entre as torcidas de Vasco e Corinthians foi outra mancha negra apontada no ano da reinauguração do Mané Garrincha. Falhas que precisam ser corrigidas para a Copa.

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Por Kléber Nunes
Texto de: Blog de Knunes

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