A História das Olimpíadas: 2004, O salto de qualidade do Brasil e a organização exemplar grega


O penúltimo capítulo da história das Olimpíadas chega à 2004 nas Olimpíadas de Atenas.






O mundo andava assustado com ameaças terroristas. Depois dos atentados de 11 de setembro, a segurança passou a ser fundamental em qualquer evento esportivo, ainda mais com um atentado terrorista ocorrido em Madri, cinco meses antes do evento, mas os gregos se superaram e nenhum incidente foi registrado nos 16 dias de disputas. Por outro lado algumas obras estavam atrasadas, mas tudo isso foi esquecido quando começaram os Jogos. Na cerimônia de abertura, uma viagem pela antiguidade onde foi explorada toda a história, pois foram os gregos os criadores da Olimpíada. Pouco antes de começarem os jogos, dois atletas gregos, Konstantinos Kenteris e Ekaterina Thanou foram pegos no antidoping e não competiram. Em Atenas foram registrados 24 casos de doping.







Brasil: Um salto de qualidade, assim foi a participação brasileira em Atenas. Pela primeira vez na história os recursos eram injetados nas confederações e o país alcançou seu segundo melhor ranking. Foram dez medalhas conquistadas, sendo cinco delas de ouro. Duas foram no iatismo com Torben Grael que ultrapassou o nadador Gustavo Borges e conquistou sua quinta medalha olímpica e segunda de ouro sempre ao lado de Marcelo Ferreira na Star e com Robert Scheidt na classe Laser. O vôlei de quadra comandado por Bernardinho conquistou o bicampeonato olímpico dando uma aula de voleibol sobre a Itália. No vôlei de praia o país trouxe medalha de ouro com Ricardo e Emanuel e teve ainda o ouro de Rodrigo Pessoa no hipismo. Só que este ouro acabou sendo herdado, pois o irlandês Cian O'Connor que foi campeão olímpico foi flagrado no antidoping e Rodrigo foi receber sua medalha um ano depois. Ainda tivemos duas medalhas de prata no vôlei de praia feminino com Adriana Behar e Shelda e com o futebol feminino. Dirigido por René Simões o time revelou o talento de Marta que se tornaria cinco vezes a melhor jogadora de futebol feminino do mundo. O judô trouxe dois bronzes com Leandro Guilheiro e Flávio Canto.



Mas uma medalha, em especial é a mais lembrada daquela olimpíada. Na maratona masculina o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a maratona quando no quilômetro 36 apareceu o idiota Corneluis Horan que furou a segurança, invadiu o caminho de Vanderlei e parou o brasileiro, mas apareceu o grego Polyvios Kossivas que tirou o maluco e Vanderlei prosseguiu, demorou a recuperar seu ritmo e acabou sendo ultrapassado ficando com a medalha de bronze. Por seu ato de bravura e espírito olímpico foi premiado com a medalha Barão de Coubertin, um prêmio àqueles que demonstram espírito olímpico.

Mas nem só de alegria foi a participação brasileira. O país teve grandes decepções com Jadel Gregório no salto triplo, com Daiane dos Santos que cometeu dois erros no solo e viu o ouro ir embora, mas a maior decepção foi no vôlei feminino. Faltava um ponto para o time ir para a final, mas tomou uma virada incrível da Rússia e o ouro foi adiado para Pequim.











Destaque: Michael Phelps (Estados Unidos). Em 2004 ele chegou com pinta de favorito e levou pra casa seis medalhas
de ouro em oito provas disputadas.









CLASSIFICAÇÃO DE 2004
PAÍSOUROPRATABRONZE
ESTADOS UNIDOS363928103
CHINA32171463
RÚSSIA27273892
AUSTRÁLIA17161649
JAPÃO1691237
ALEMANHA13162049
FRANÇA1191333
ITÁLIA10111132
CORÉIA DO SUL912930
16ºBRASIL52310

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1 comentários:

  1. Comparando com o desempenho em outras Olimpíadas, o Brasil arrebentou nestes jogos. Enquanto China e Estados Unidos (que brigaram para ficar em primeiro em Pequim) ficaram nas primeiras posições disparados.

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