terça-feira, 17 de abril de 2012

Série : A História das Copas - 1978 (Parte 11/19)


Poster da Copa de 78
A Copa do Mundo FIFA de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 107 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina.
Foi uma copa cercada de polêmicas. Muito se deveu ao clima político vivido na Argentina. O país vivia uma brutal ditadura imposta pelos militares, que viram na organização do torneio a oportunidade ideal para popularizar o regime e promover a distração nacional dos problemas políticos e econômicos. Uma autêntica política de "pão e circo".
O craque holandes, Johan Cruijff, se recusou a jogar a Copa, supostamente como forma de protesto contra o regime militar. A organização também apresentou muitas falhas. Os estádios ficaram, em alguns lugares, prontos na última hora, e por isso os gramados recém-plantados se soltavam sob os pés dos jogadores.
Enquanto a Argentina sediou quase todos os seus jogos em Buenos Aires, os principais rivais faziam um "tour" pelo país, se desgastando com longas viagens.

No grupo da Argentina, a Itália roubou a cena e venceu os seus três jogos da primeira fase. Com um gol de Bettega, despachou os donos da casa, 1 x 0. Era a geração de Paolo Rossi, Conti e Scirea começando a brilhar. A Argentina venceu Hungria e França, ambas por 2 x 1 e ficou com a segunda vaga. O bom time francês não levou sorte e acabou eliminado.

No grupo do Brasil, outro drama pós-70. A seleção canarinho não empolgava. O time era lento, apático e não se encontrava. Possuía dois verdadeiros camisas 10, Zico e Roberto Rivellino, mas nenhum dos dois brilhou. No primeiro jogo, o Brasil empatou com a Suécia por 1 x 1. Neste jogo uma curiosidade: no último lance do jogo, há um escanteio a favor do Brasil. A bola é centrada na área e Zico marca um gol de cabeça. Mas o árbitro galês Clive Thomas anulou o gol, argumentando que encerrou o jogo com a bola no ar, após o córner. O Brasil ainda empatou com a Espanha em 0 a 0. E só se classificou ao vencer a Áustria no terceiro jogo, 1 x 0, gol de Roberto Dinamite. Mesmo com a derrota, a Áustria, que vencera os dois primeiros jogos, ficou com a outra vaga.

A Holanda, sem Cruijff, não era a mesma e também teve dificuldades em se classificar. Venceu o fraco Irã por 3 a 0, depois empatou com o Peru 0 a 0 e perdeu da Escócia por 3 a 2. O Peru venceu, ainda na 1ª Fase, a Escócia por 3 a 1 e o Irã por 4 a 1. Alemanha Ocidental e Polônia dividiram as vagas de seu grupo entre si sem maiores dificuldades. Neste grupo, a Tunísia fez história ao conquistar a primeira vitória de uma seleção africana em copas, 3x1 no México.

Segunda Fase
Na segunda fase, a "Laranja Mecânica" reencontrou seu melhor futebol e embalou na Copa: goleou a Áustria por 5 x 1; empatou com a Alemanha Ocidental em 2 x 2 e ganhou da favorita Itália 2 x 1, conseguindo uma vaga para a final.